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O Dia em que Camaquã Parou para Ver o Kiko... Mas Era o "Kiko da Shopee" (E O Ginásio Estava Lotado!)

  • 27 de mar.
  • 2 min de leitura
Você lembra daquele outubro de 1996? Se você pagou ingresso no Ginásio Municipal para ver o bochechudo mais famoso do México, sente aqui que precisamos conversar (com humor, claro!).
Você lembra daquele outubro de 1996? Se você pagou ingresso no Ginásio Municipal para ver o bochechudo mais famoso do México, sente aqui que precisamos conversar (com humor, claro!).

Ah, os anos 90! Uma época mais simples, onde a gente acreditava em tudo que o carro de som anunciava e a internet era algo que só existia nos filmes de ficção científica. Foi nesse cenário, mais precisamente em outubro de 1996, que Camaquã viveu um dos seus maiores "surtos coletivos" de nostalgia.

O anúncio correu a cidade mais rápido que fofoca em dia de feira: "O KIKO ORIGINAL, DO MÉXICO, EM CAMAQUÃ!". Os cartazes espalhados mostravam o bochechudo com sua clássica roupa de marinheiro. A criançada pirou. Os pais, já prevendo o rombo no orçamento, se prepararam.

O Caos no Ginásio Municipal

No dia do show, o Ginásio Municipal de Esportes não estava apenas cheio. Ele estava ESTUFADO. Relatos da época dão conta de que não cabia nem uma bochecha a mais lá dentro. Quem deixou para comprar ingresso na hora? Bom, esses ficaram do lado de fora, chorando mais que o próprio Kiko quando o Chaves roubava seu pirulito.

A expectativa era gigante. As luzes se apagaram, o som subiu e, finalmente, ele apareceu... O homem, o mito, a lenda... Roberto Vásquez.


"Quem?", você me pergunta. Pois é. O homem que subiu ao palco vestindo a roupinha de marinheiro e fazendo "a-rrrrre-gui" não era Carlos Villagrán, o ator que imortalizou o personagem no seriado Chaves. Era Roberto Vásquez, um ator mexicano que rodava o interior do Brasil vendendo-se como o "verdadeiro criador do personagem" ou, às vezes, como o próprio ator original, dependendo do quanto a plateia parecia ingênua.

O "Golpe das Bochechas"

Hoje, com o Google na palma da mão, a farsa não duraria cinco minutos. Mas em 1996, em Camaquã, a gente queria acreditar. E ele era parecido! O bigodinho, o cabelo, a voz (que na verdade a gente conhecia da dublagem brasileira, o que facilitava pro impostor só mexer a boca e fazer uns barulhos).

A cidade inteira caiu no que podemos chamar carinhosamente de "O Grande Golpe das Bochechas de Camaquã". Pagamos ingresso premium para ver um "Kiko da Shopee" (antes mesmo de existir Shopee), uma versão genérica que, justiça seja feita, entregava um show divertido e tirava fotos com a criançada.


E Você, Estava Lá?

Roberto Vásquez, o "Falso Kiko", acabou criando raízes no Rio Grande do Sul e faleceu em Pelotas, em 2016. Mas aquela noite de 1996 no Ginásio Municipal ficou marcada na memória de muitos camaquenses.

Foi uma fraude? Com certeza. Mas foi também uma noite de ginásio lotado, sorrisos infantis e uma história impagável para contar décadas depois.

Agora queremos saber de você! Você foi uma das "vítimas" desse golpe histórico? Tem foto com o "Kiko Genérico" no Ginásio? Deixa teu relato nos comentários e vamos rir juntos dessa nossa inocência dos anos 90!

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