Pânico na metrópole de uma rua só: Avenida 28 de Dezembro escapa de crise de identidade
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Tudo começou quando um vereador, provavelmente sofrendo de um tédio nível "contar azulejos", decidiu que o maior problema da cidade era o batismo da única via onde o GPS não se perde (até porque não tem para onde ir). A ideia era dar uma cara nova ao CEP local, mas a proposta bateu de frente com a fúria da população, que não estava nem um pouco a fim de atualizar o endereço em todos os cadastros do universo por causa de um capricho legislativo.
Sentindo que o clima esquentou mais que café em garrafa térmica de obra, o autor da proposta pediu vista após a repercussão negativa. Traduzindo: ele aplicou o famoso "foi mal, tava doidão" institucional e retirou o time de campo antes que o povo resolvesse mudar o nome da rua dele também.
Com a desistência, a principal artéria da cidade continua sendo a 28 de Dezembro, mantendo intacta a tradição de quem mora no "único lugar possível". A paz voltou a reinar, e agora as autoridades podem voltar a focar em assuntos realmente urgentes, como decidir qual será a cor do próximo banco da praça ou quem deixou o portão aberto.



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