Vereadores de Camaquã dizem estar passando fome e exigem Vale-alimentação
- 10 de mar.
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Atualmente, só os servidores da Casa podem desfrutar da alegria de passar o cartão no mercado, mas a nova proposta quer alterar a Resolução nº 9/2002 para incluir os políticos no clube dos beneficiários.
O plano é o seguinte: o cartão chegaria mensalmente até o segundo dia útil, com uma "generosa" coparticipação de 1% descontada na folha de pagamento — um sacrifício heróico para garantir o rancho do mês.
"Isso não é aumento, é apenas um lanchinho"
Para quem já está preparando as panelas para o protesto, a justificativa da proposta é um malabarismo técnico baseado em um parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS). Segundo o documento, o vale-alimentação tem natureza indenizatória. Ou seja: não é salário, é apenas um "reembolso" pelas calorias gastas pensando no bem comum.
Por causa desse detalhe semântico, a medida não seria considerada um aumento salarial e, portanto, ignora a regra chata que impede reajustes para a mesma legislatura. É a mágica da contabilidade pública: o bolso enche, mas o contracheque continua com a mesma "cara".
Faltou na sessão? Perde o direito ao buffet
O projeto também tenta mostrar que não existe almoço grátis em Camaquã. O texto endurece as regras para os parlamentares que derem o famoso "perdido" nas atividades legislativas. De acordo com o novo parágrafo único do artigo 4º, cada falta não explicada em sessões resultará em um desconto dobrado no valor do benefício. Basicamente, se não aparecer para trabalhar, a punição vem direto no estômago, tentando combater o absenteísmo pelo estômago.
Assinado pelo presidente V. Araújo e sua trupe da Mesa Diretora, o texto agora segue para o labirinto das comissões internas. Se aprovada, a resolução entra em vigor imediatamente, revogando normas de 2013 e consolidando a nova era da gastronomia parlamentar camaquense.




Deviam de se sentir envergonhados, fazerem um pedido destes!!!!!!!!!!